Durante décadas, a saúde pública em cidades do interior foi marcada por improvisos, filas e estruturas precárias. Era comum ver a população enfrentando longas distâncias para receber atendimento, com profissionais sobrecarregados, falta de medicamentos e prédios sucateados. Buritizeiro, infelizmente, também fazia parte dessa realidade até 2021.
O que mudou desde então foi mais do que investimento. Mudou a forma de encarar a gestão da saúde. Sob a liderança do prefeito Pedro Braga, Buritizeiro implantou um modelo que uniu planejamento técnico, foco em resultados e sensibilidade social. E os efeitos começaram a ser sentidos nos quatro cantos do município.
Hoje, com a atenção básica estruturada, hospital modernizado, profissionais valorizados e programas que chegam até as comunidades mais distantes. E mostra, com dados e entregas, que é possível transformar a vida das pessoas com seriedade e compromisso.
Onde havia abandono, agora tem estrutura e atendimento
A mudança começou pelas bases. Uma reestruturação ampla da rede física permitiu que Buritizeiro saísse de um cenário de prédios deteriorados e obras paradas para uma rede ativa, acessível e acolhedora. Foram seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) reformadas ou construídas, incluindo a retomada de obras abandonadas por mais de uma década, como no caso da UBS da Vila Maria.
Entre os destaques:
- UBS Jacy Peixoto (bairro Alto São Francisco): construída do zero, com brinquedoteca, atendimento em horário estendido até as 20h30 e capacidade para atender mais de mil famílias.
- UBS José Ramos de Máximo (Vila Maria): obra abandonada por 10 anos, retomada e finalizada com estrutura moderna, sala de vacina, atendimento odontológico e escovário.
- UBS Sebastião Mathias de Lacerda (Novo Buritizeiro), UBS Isnard Queiroz (Bandeirantes) e UBS Sr. Tê (São Bento): passaram por reformas completas e foram entregues com climatização, acessibilidade e atendimento multiprofissional.
- Hospital Municipal Francisco Gameleira: recebeu reformas estruturais, implantação de raio-X digital, climatização em todos os setores, usina própria de oxigênio e equipamentos de ultrassonografia. Foi regularizado sanitariamente e hoje funciona com mais eficiência.
Cada unidade revitalizada representa mais do que uma obra: é o sinal de que o cuidado voltou a ser prioridade.
Hospital Municipal: um novo capítulo de dignidade e cuidado
Por anos, o Hospital Municipal Prefeito Francisco Gameleira funcionou de forma improvisada. Sem climatização, com equipamentos ultrapassados e operando sem alvará sanitário, a unidade atendia a população sem oferecer as mínimas condições de conforto e segurança. A estrutura física estava deteriorada e o cenário, crítico.
Ao assumir a gestão, decidimos enfrentar esse problema com a seriedade que ele exigia. Iniciamos uma reforma estrutural completa, que passou por todos os setores do hospital: climatização total, renovação de telhados, pisos e redes hidráulicas e elétricas, além de banheiros adaptados e espaços reorganizados para melhorar o fluxo de pacientes.
Implantamos raio-X digital, equipamento de ultrassonografia e, um dos marcos da obra, uma usina própria de oxigênio, que deu autonomia ao atendimento e eliminou a dependência de cilindros. O hospital passou a ter portaria monitorada, vigilância 24h e logística interna reorganizada.
Essas intervenções permitiram algo inédito: o hospital conquistou regularização sanitária completa, algo que Buritizeiro esperava há décadas.
Hoje, com exames sendo feitos na própria unidade, menos necessidade de transferências e um ambiente mais seguro e humano, o hospital voltou a ser motivo de confiança para a população. Um símbolo de que quando se trata de cuidar da vida das pessoas, não dá pra adiar. É preciso fazer, e fazer bem feito.
Atendimento que vai além das paredes da unidade
A saúde de Buritizeiro também se reinventou no território. Em vez de esperar o paciente chegar até a UBS, a Prefeitura passou a levar o cuidado até onde ele está — mesmo nas comunidades mais remotas.
O maior símbolo dessa nova abordagem é a UBS Móvel “Buri Mais Saúde”. Inaugurada em 2023, a unidade é um ônibus totalmente adaptado com consultórios médico, ginecológico e odontológico, climatização, internet e equipe multiprofissional. Com ela, a população de comunidades rurais e ribeirinhas passou a receber atendimento completo sem precisar percorrer dezenas de quilômetros até a cidade.
Além da UBS Móvel, a gestão implementou o programa “Melhor em Casa”, que realiza mais de 2 mil atendimentos mensais de forma domiciliar. Pacientes acamados, idosos, pessoas com deficiência e em cuidados paliativos recebem atendimento em casa, com acompanhamento humanizado e contínuo.
Essa lógica descentralizada permitiu a ampliação da cobertura e a redução das desigualdades no acesso à saúde.
Saúde mental e bucal no centro da atenção
Um dos grandes méritos da atual gestão foi romper com a lógica de saúde “só para emergências”. A atenção à saúde mental e bucal, por exemplo, foi tratada como prioridade — e os números mostram isso.
- O CAPS de Buritizeiro passou a atender, em média, 1.300 pessoas por mês, com equipe técnica multidisciplinar, estrutura reformada e protocolos de acolhimento e acompanhamento.
- O Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) mais que dobrou sua capacidade, realizando mais de 500 atendimentos mensais, incluindo ações em escolas, zona rural e atendimento para pessoas com deficiência.
Esses avanços mostraram que uma cidade do interior também pode oferecer cuidado integral e de qualidade, da mente aos dentes, da infância ao envelhecimento.
Assistência farmacêutica, castramóvel e públicos prioritários
A farmácia pública também passou por modernização. Hoje, mais de 6.700 dispensações de medicamentos são realizadas por mês, incluindo fórmulas especiais para pacientes com restrições alimentares. Pacientes oncológicos, por exemplo, passaram a receber não só o transporte para tratamento fora do domicílio, mas também nutrição especial, suporte psicológico e acompanhamento domiciliar.
Outros públicos atendidos com prioridade:
- Pessoas em hemodiálise
- Gestantes e puérperas
- Crianças com deficiências nutricionais
- Pessoas com deficiência permanente
Além disso, a cidade ganhou um castramóvel, promovendo ações de controle populacional de animais, com castrações gratuitas e prevenção de zoonoses.
Humanização e tecnologia: o que sustenta o modelo
Toda essa transformação foi sustentada por duas palavras que se tornaram parte do vocabulário da gestão: humanização e inovação.
Foi implantada a triagem com classificação de risco, reorganizados os fluxos de atendimento, e criados protocolos de escuta ativa para melhorar o acolhimento nas unidades. A Prefeitura também investiu em comunicação em saúde, com campanhas mensais de prevenção e orientação via redes sociais, WhatsApp e site institucional.
Com essas medidas, a saúde de Buritizeiro passou a ser mais próxima, mais previsível, mais eficiente.
Um modelo que pode ir além
A transformação da saúde em Buritizeiro não é obra de marketing — é construção de política pública com base técnica e responsabilidade social.
O que deu certo aqui pode inspirar o Norte de Minas e muitas outras regiões do país que enfrentam os mesmos desafios: distância, falta de estrutura, orçamento limitado, abandono histórico.
Pedro Braga mostra, com entrega, que é possível fazer diferente. E que a experiência de Buritizeiro pode ser um ponto de partida para algo ainda maior.
Porque saúde pública de verdade não começa em palanque. Começa com presença e compromisso.






