Buritizeiro é uma cidade com história, mas por muito tempo carregou as marcas do abandono. Cada estrutura inacabada, cada obra parada e cada projeto empurrado com a barriga era também um retrato da frustração da população. As pessoas sabiam nome por nome das promessas não cumpridas. Algumas obras começaram há mais de uma década e nunca chegaram ao fim. Estavam ali, como cicatrizes abertas no meio da cidade.
Quando assumi a Prefeitura, o cenário era claro: era preciso olhar para frente, mas sem ignorar o que havia sido deixado para trás. Muita gente prefere inaugurar obras novas e esquecer as anteriores. Mas não dá para falar em responsabilidade pública deixando de lado aquilo que já foi pago, prometido e esperado pela população. A nossa escolha foi outra: retomar o que era do povo e nunca havia sido entregue.
Esse foi um compromisso silencioso, mas firme. A cada prédio parado, nossa equipe fez um esforço para reavaliar contratos, corrigir projetos, renegociar recursos, enfrentar burocracias antigas e transformar abandono em entrega. E o resultado começou a aparecer.
Hoje, Buritizeiro vive uma nova realidade: são nove obras que estavam completamente paradas, esquecidas por anos, e que agora estão de pé, funcionando ou em fase final de conclusão. Não apenas foram retomadas — foram concluídas com qualidade, com função social e com o respeito que a população sempre mereceu.
Abandono não pode ser normalizado
Durante anos, muitas dessas estruturas serviram apenas como monumentos da ineficiência pública. A UBS da Vila Maria, por exemplo, foi iniciada há mais de 10 anos e passou todo esse tempo cercada por mato, deterioração e promessas vazias. A creche da Vila Maria seguiu pelo mesmo caminho, com famílias da região aguardando por um espaço que nunca era concluído. O Trevo de Entrada da Cidade, projeto importante para a mobilidade e a imagem de Buritizeiro, também foi prometido por gestões anteriores, mas nunca saiu do papel.
Outras obras ficaram conhecidas na cidade como “casos perdidos”. O CEMEI Maria Luppi Righi, fruto de uma parceria com o Grupo RIMA, ficou mais de uma década parado, até ser finalmente entregue na atual gestão. O Ginásio Poliesportivo, antes fechado e sem condições de uso, foi totalmente revitalizado. A antiga Estação Ferroviária, espaço histórico do centro, havia sido deixada ao abandono. Hoje, voltou a ter função urbana, após reforma e recuperação completa.
Tudo isso exigiu esforço técnico, articulação política e, principalmente, vontade de fazer o certo.
Retomar, reestruturar e entregar
O processo de retomada não é simples. Em muitos casos, os projetos originais estavam desatualizados, os contratos precisavam ser refeitos, e parte dos recursos já havia se perdido. Foi necessário recomeçar, mas com base em planejamento, responsabilidade fiscal e respeito ao dinheiro público.
Não bastava colocar as obras para andar — era preciso fazer com qualidade. Por isso, cada retomada passou a seguir padrões técnicos rigorosos: readequação de estrutura, modernização dos espaços, acessibilidade, climatização, equipamentos novos e finalização completa.
Mais do que resolver um passivo administrativo, o objetivo foi devolver à população espaços que fazem parte da sua vida: o posto de saúde perto de casa, a creche onde os filhos poderiam estudar com segurança, a quadra onde os jovens voltam a praticar esportes, a praça que antes era um terreno abandonado e agora tem iluminação, lazer e dignidade.
Uma nova postura diante da cidade
Esse compromisso de retomar obras abandonadas carrega uma mensagem muito clara: aqui, não desperdiçamos recurso público, nem abandonamos o que é do povo. Governar não é apenas iniciar novas obras — é ter a coragem de enfrentar o que ficou pelo caminho.
Muitas dessas estruturas já tinham recursos investidos. O povo já tinha esperado. O erro não era apenas técnico — era também moral. Por isso, cada entrega feita a partir de uma obra paralisada tem um peso maior: ela corrige uma injustiça antiga.
Buritizeiro deu um passo firme ao romper esse ciclo. Hoje, essas nove estruturas reativadas estão funcionando ou sendo finalizadas. Elas não são só tijolos e concreto. São símbolo de uma gestão que enfrenta problemas reais com soluções reais.
Lista das obras retomadas e entregues
1. UBS Vila Maria
Durante mais de uma década, a UBS da Vila Maria foi símbolo do abandono. O prédio ficou inacabado, coberto por mato e infiltrações. A população era atendida em imóveis improvisados e sem estrutura. A atual gestão retomou a obra do zero, corrigiu falhas técnicas e entregou uma unidade completa, moderna e com climatização, atendendo centenas de famílias com dignidade.
2. UBS Central (nova)
Mesmo sendo uma demanda histórica da população, o projeto da UBS Central nunca havia saído do papel. A gestão Pedro Braga fez o que era necessário: reestruturou o projeto, buscou recursos e iniciou a obra. A nova unidade ampliará a cobertura da atenção básica no centro da cidade, com foco em atendimento de qualidade e humanizado.
3. Creche da Vila Maria
A creche começou a ser construída há anos, mas foi abandonada ainda na fase inicial. O prédio ficou exposto ao tempo, deteriorando-se e frustrando mães e pais que aguardavam uma vaga segura para seus filhos. A atual gestão retomou a obra, readequou a estrutura e hoje está prestes a entregar uma unidade ampla, pronta para o atendimento infantil em tempo integral.
4. CEMEI Maria Luppi Righi (Grupo RIMA)
Iniciada há mais de 10 anos por meio de uma parceria com o Grupo RIMA, essa creche foi esquecida por várias gestões. A estrutura permaneceu parada por tanto tempo que muitos achavam que jamais seria concluída. A atual administração resgatou o convênio, finalizou a obra e entregou o espaço, que hoje atende crianças de 0 a 3 anos com toda a infraestrutura necessária.
5. Ginásio Poliesportivo Municipal
Por muito tempo, o ginásio ficou fechado, sem condições mínimas de uso. A cobertura estava comprometida, a iluminação não funcionava e os vestiários estavam inutilizados. A gestão atual reformou toda a estrutura: cobertura, quadra, acessibilidade, pintura e sistema elétrico. Hoje, o espaço voltou a ser ponto de encontro do esporte, das escolas e da comunidade.
6. Quadra Poliesportiva – Novo Buritizeiro
A comunidade do Novo Buritizeiro esperou anos por um espaço esportivo que nunca foi entregue. A obra da quadra sequer havia começado. A atual gestão tirou o projeto do papel, viabilizou recursos estaduais e próprios, e entregou um espaço completo, com piso novo, iluminação e estrutura segura para prática esportiva.
7. Reforma da antiga Estação Ferroviária (Centro)
A Estação, patrimônio da cidade, ficou esquecida e degradada. O prédio estava abandonado, servindo apenas como lembrança do que poderia ser. A atual gestão resgatou sua importância histórica e social, reformou toda a estrutura e devolveu à cidade um espaço digno, aberto à convivência e a novas funções culturais e institucionais.
8. Transformação do antigo “Mineirão” em Praça de Esportes
A área do antigo campo de futebol do bairro Mineirão ficou anos sem uso, cercada por mato e abandono. Com visão urbana e compromisso com o lazer, a atual gestão transformou o espaço em uma praça esportiva revitalizada, com pista, iluminação, equipamentos e estrutura para as famílias da região.
9. Trevo de Entrada da Cidade
Por anos, o principal acesso a Buritizeiro foi alvo de promessas, mas nenhuma gestão conseguiu viabilizar sua requalificação. A atual gestão firmou uma parceria público-privada para finalmente executar a obra. O novo trevo mudou a paisagem urbana, organizou o tráfego e representa um cartão de visitas digno para quem chega à cidade.
Em Buritizeiro, obra parada vira entrega
Buritizeiro passou por décadas de esquecimento. Mas hoje mostra que é possível fazer diferente. Enquanto muitos esquecem o que não tiveram coragem de concluir, nós escolhemos enfrentar o desafio e concluir o que foi deixado para trás.
Em um momento em que tantas cidades ainda convivem com estruturas inacabadas, Buritizeiro dá o exemplo: com trabalho sério, é possível transformar abandono em entrega, frustração em resultado e descaso em dignidade.






